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A batalha pelo comércio eletrônico

Nas últimas duas décadas, nenhum outro país obteve um crescimento tão expressivo em seu PIB como a China. O país mais populoso do mundo realizou diversas reformas econômicas, possibilitando a abertura comercial para o resto do mundo. De acordo com a BBC, entre 1978 e 2018, 740 milhões de habitantes do país saíram da extrema pobreza.

Rodeado por polêmicas acerca de sua história tenebrosa, a China é hoje a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Os dados pujantes de sua economia também são refletidos nos hábitos de consumo da população. Curiosamente, a China é o primeiro país onde o varejo online supera o varejo físico, valendo US$ 2 trilhões, maior do que os Estados Unidos e Europa juntos.

O crescimento do comércio eletrônico chinês se dá também pelo fato da limitação física em grandes centros. A partir disso e com a possibilidade de maior escala, diversos varejistas entraram com tudo no digital. Desde 2015 diversos investidores passaram a aplicar seus recursos no comércio do país, possibilitando a entrada de forte capital estrangeiro.

Hoje, mais de 50% de todas as transações mundiais no e-commerce são do país asiático. Diferentemente dos Estados Unidos (e até mesmo do Brasil) onde o comércio online é uma extensão do físico para os grandes varejistas, na China as principais marcas sequer possuem lojas.


Outro dado interessante sobre a força do comércio online chinês foram os resultados do Alibaba's Singles Day, um dia similar ao Amazon Prime Day, onde diversos itens possuem uma série de descontos. No ano passado, o Alibaba gerou mais de US$ 38 bilhões em vendas; por outro lado, o principal player estadunidense gerou pouco mais de US$ 5,8 bilhões.


Segundo o Statista, há projeções de que o e-commerce chinês cresça 17,4% em média ao ano e sem perspectivas de que qualquer outra região cresça de forma tão expressiva. Os Estados Unidos, por exemplo, possuem uma perspectiva de crescimento de 8,5% ao ano.

Para o investidor, é sempre importante ficar atento às nuances do mercado. Vale a pena acompanhar o crescimento das empresas asiáticas para diversificação de seu patrimônio. Hoje, os Estados Unidos concentram grande parte do investimento em venture capital e private equity do mundo. Haverá uma reviravolta e a China se tornará o principal mercado?

Você já possui investimentos no mercado chinês? Estaremos preparando um material básico sobre o assunto! 

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