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Arezzo: a varejista e suas aquisições

 

Na opinião de vários especialistas do mercado financeiro, a Arezzo é a varejista mais inovadora do país. A empresa fundada por Anderson Birman, pai do atual CEO Alexandre Birman, em Belo Horizonte no ano de 1972, se mantêm hoje como um dos principais players do setor varejista e de vestuário.

A empresa comercializada 13,5 milhões de calçados por anos, além de bolsas e acessórios. Possui oito marcas em seu portfólio - Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme, Vans e a mais recente aquisição, Reserva. Além destas marcas, detém a TROC e a ZZ Mall, dois e-commerces de vestuário.

Premiada internacionalmente por seus produtos, a empresa iniciou um projeto de fortes aquisições em 2019, comprando a operação da Vans no Brasil em um negócio que movimentou R$ 50 milhões. Na ocasião, foi deixado claro de que a empresa deseja se tornar uma "casa de marcas", comportando diversas marcas com grande expressividade em seu portfólio.

Contudo, foi mesmo em 2020 que os projetos da empresa ganharam fôlego. Com a compra da TROC e a criação da ZZ Mall, a empresa ganhou ainda um braço de venture capital, possibilitando grandes investimentos futuros. 

A grande movimentação do ano passado foi, sem sombra de dúvidas, a compra do Grupo Reserva, popular marca carioca por R$ 715 milhões e mais ações da Arezzo (ARZZ3). Além da própria marca Reserva, acrescentam-se ao portfólio Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK, todas provenientes da marca de Rony Meisler. Deste modo, criou-se o grupo AR&CO, comandado por Meisler.

Por fim, a mais recente tentativa de aquisição do grupo foi a catarinense Hering. A marca centenária, tradicional no país, recusou a proposta inicial de unificação de negócios com a Arezzo ainda neste mês de Abril de 2021. Contudo, rumores indicam de que o negócio possa prosperar em um futuro nem tão distante. Segundo o Credit Suisse, a Arezzo já teria planos de governança para a empresa. A oferta recusada foi de R$ 3 bilhões acrescido também em ações da Arezzo.

Ainda como planos para 2021, o conglomerado busca desenvolver sua mais recente criação própria, a Brizza (marca de chinelos) e a Bambini (marca de calçados infantis). A operação da Schutz nos Estados Unidos também continua crescendo e a empresa visa dobrar os investimentos no país.

A Arezzo parece ter engatado a quinta marcha e não pretende parar tão cedo. Os desafios são grandes, mas a gestão provou ser muito competente em suas principais funções. A estratégia de aquisições busca dar um incremento forte nas receitas da empresa.

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